Brasil tenta abrir mercado chinês para farelo de soja, milho e gergelim

País também busca habilitação de um número maior de frigoríficos

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de concluir as negociações para viabilizar a exportação de farelo e proteína de soja, milho e gergelim para a China. Na próxima segunda-feira, deverão ser assinados protocolos que estabelecem os padrões fitossanitários para o embarque desses itens ao país asiático durante reunião virtual da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).

Em encontro reservado com integrantes do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) nesta quinta-feira, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, adiantou que a pauta está em tratativa e as negociações seguem avançando, mas não garantiu que os protocolos serão, de fato, assinados. Ele também preside a seção brasileira na Cosban.

Uma fonte do governo explicou que deverão ser anunciados entendimentos em alguns desses produtos. Cada um está em um estágio distinto de negociação. “Há protocolos a serem anunciados, mas que não significam início de comércio. O protocolo é apenas o entendimento dos requisitos sanitários para futuras exportações, mas depois é preciso haver habilitações de estabelecimentos, certificação de safra etc”, disse.

Mourão ressaltou, ainda, que vai trabalhar para a habilitação de novos frigoríficos para a exportação de carnes ao mercado chinês e pelo reconhecimento, pelo país asiático, do status do Brasil na Organização Internacional de Sanidade Animal (OIE) de país de risco negligenciável para a síndrome da vaca louca e das zonas brasileiras livres de febre aftosa.

Em 2021, os embarques brasileiros de carne bovina ficaram suspensos por mais de três meses após a identificação de dois casos atípicos da doença. Mas a reunião de segunda-feira não deverá apresentar novidades nessa área, apesar da insistência brasileira.

Na conversa com empresários brasileiros e chineses do CEBC, Mourão disse que o Brasil demonstrou ser um fornecedor confiável para garantir a segurança alimentar da China. Ele admitiu, no entanto, que a diversificação da pauta de exportação para aquele país ainda é um desafio que precisa ser enfrentado com pragmatismo e estratégia.

O vice-presidente disse que é preciso exportar mais itens de maior valor agregado, aumentar o volume de investimentos chineses em áreas prioritárias para o Brasil e aprofundar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação. Parte do discurso foi reservada para exaltar as possibilidades de parcerias nas questões ambiental e de crescimento sustentável.

O tema também foi destacado por diversas empresas participantes do encontro, como BRF, Bayer, Suzano, Cofco, Vale e China National Offshore Oil Corporation.

A Cosban deverá aprovar dois documentos genéricos na segunda-feira. O novo Plano Estratégico 2022-2031, que estabelece os objetivos de longo prazo da relação entre Brasil e China, e o Plano Executivo 2022-2026, que define as ações prioritárias e as áreas para cooperação bilateral no curto e médio prazos.

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